Nº22
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Poética do laykha ou como ler o mundo com outra ontologia? Uma aproximação a El pez de oro de Gamaliel Churata e Rosa Cuchillo de Óscar Colchado Lucio

 

1. Uma ontologia outra
O começo de uma pesquisa é sempre, ou na maioria de casos, motivado por uma intuição por formalizar. As intuições podem ser muito boas, mas o problema seguinte tem a ver com a relação que o pesquisador estabelece com o texto através da teoria. Nós temos diversas linguagens analíticas há bom tempo, mas estes exprimem as matérias das quais falamos?

Para o fato de certa produção literária, nós achamos que não, pela razão simples do principio ontológico que as rege(1). Sabemos bem que a ontologia fala do ser e que este problema tem uma data longa e quase inquestionável. No entanto, nos queremos falar desde a arte como elemento revolucionário. Em que poderia consistir uma ontológica outra? Na apresentação de outro modo de olhar a configuração do mundo. E para resumir, todas as teorias que conhecemos tem uma feitura fortemente platônica ou vertical. Nosso pensamento tem o costume de sobrepor significantes aos textos antes que falar com eles ou deixar que eles falem(2).  

Com o anterior não queremos dizer que a teoria recebida dos nossos colonizadores não serviu e não serve para explicar muitas obras, senão que algumas não podem ser explicadas longe das dinâmicas delas mesmas. Qual é a diferença dos textos dos que falaremos, então? Sua clara postura não platônica, horizontal e material(3). Quer dizer que os textos criticam as leituras unívocas ou unidimensionais e consideram também que a matéria pensa e que as palavras são materiais e podem entrar em relação real com os leitores.

De onde esta ontologia? Do pensamento andino ou ameríndio que ainda tem pleno funcionamento e capacidade de configurar textos literários. Graças às pesquisas de Eduardo Viveiros de Castro que discute simetricamente questões corporais, éticas ou políticas desde o que oferece a sabedoria indígena temos uma ética da depredação, uma política ampla na que participam animais, espíritos, deuses e homens. Não temos antropocentrismo como princípio reitor, mas um homem descentrado que participa numa rede de relações que não tem ele como protagonista: o universo tem uma pluralidade de actantes(4).


2. Laykha
O que é um laykha? Para resumir a ampla bibliografia do tema, diremos que um laykha, ou bruxo andino, é a versão andina do xamã da floresta. Dentro das concepções ameríndias estes personagens cumprem uma função mediadora a modo de diplomata interespecífico(5). Quer dizer que este tem a possibilidade de se transformar e traduzir outras falas: a linguagem de animais ou espíritos, por exemplo. E estas transformações não são metafóricas ou representacionais. São reais porque a pauta de compreensão não é marcada pelo homem, senão pelos coletivos múltiplos da terra, cada um com o seu xamã(6).

O laykha é um mediador da multiplicidade e também das velocidades que povoam o mundo. E quando falamos de velocidades referimo-nos a um mundo em fluxo que o xamã andino interpreta para manter uma comunhão cósmica que não está isenta da violência. Neste caso a questão dela está questionada pelo fato corporal da experiência. Ou seja, dentro de uma ontologia outra temos uma espiritualização da matéria e uma leitura microscópica e imanente das suas relações. O corpo é o centro da interpretação e como o cosmos tem infinitos corpos, as leituras do mundo tem que ser infinitos ou, até certo ponto, caóticos(7). Mas o Caos pode ser manifesto, e é manifesto, em planos consistentes como ritos, cantos, mitos e livros.

O que o laykha lê é corpos e relações entre corpos. Relações de poder que precisam ser equilibradas com repetições. Ele faz uma gramática da potência e da intensidade que não pode ser reduzida ao Uno. O desequilíbrio é principio do equilíbrio. Talvez estas linhas tenham relações com o pensamento oriental, mas são próprias do ameríndio mesmo e das relações-simulacros que estabelece com a terra e seus fluxos transformativos. Então, o laykha fala do meio, dos coletivos, das potências, das intensidades, da constituição da corporalidade.

Em El pez de oro, opera magnade Gamaliel Churata publicada em 1957, realiza-se o processo do que falamos. A experimentação do laykha é enunciada como laykhakuy (delírio do laykha) ou estado de trance, de meio: não se escreve sobre pontos estabelecidos, mas de uma constelação de pontos móveis. Uma das razões fundamentais pela qual a leitura do livro é sempre um reto. O texto é um delírio que faz relações impensadas e também ambíguas, sem duvida. Tem, aliás, coletivos de peixes, de pássaros, cachorros, etc. Tem vozes transadas em dissonâncias, ou seja, sem marcas claras de mudança entre uma e outra situação pragmática. Tem combates sanguentos(8), viagens sobre o território é o texto mesmo.

O escritor seria então um laykha e o livro uma manifestação estética de uma origem ontológica outra com suas respectivas questões éticas e políticas. O livro é mundo e é corpo que virtualiza os estratos políticos, sociais e históricos em uma semiótica que não conhece modelos binários ou representacionais. E para fazer uma leitura mais para aquém de nós, o escritor devem xamã e propõe o ato xamánico (laykhakuy) como opção cognoscitiva transversal as formações ditatoriais do ocidente.


3. Literatura
Talvez o primeiro antecedente de uma proposta que violente o espanhol e faça dele só transmissor do indígena seja a Nueva Corónica y Buen Gobierno de Felipe Guaman Poma de Ayala. Churata é sem duvida continuador dele junto a Óscar Colchado, além de que ambos o citam nas respectivas obras analisadas. Não falaremos nesta ocasião de Arguedas porque ele tem um espaço de discussão reconhecido e com problemáticas que excedem este trabalho pela questão espacial e temporal.

Então, que tem a ver outro pensamento, e o devir xamã do escritor? Primeiro que é uma proposta que não está perdida na tradição literária peruana, não é algo fora de vigência. Segundo, temos a possibilidade de fazer uma leitura do mundo desde uma episteme ativa que não cessa de fazer pontes de significado e terceiro, por agora, reconhecer uma simetria do pensar que responde a um movimento crítico e descolonizador de certa parte da literatura como opção aberta à experimentação epistêmica. Quer dizer que temos escritores que produzem desde outro loci com dinâmicas per viventes e em pleno poder criativo sobre as marcas do colonial ou, ainda melhor, sob elas. Tanto como o pensamento ocidental traduz a realidade o pensamento ameríndio continua também seu labor interpretativo. O tema, a rigor, é um da hegemonia do pensar.

A questão da importância literária localiza em um bom lugar o romance ganhador do Concurso Nacional de Novela, organizado pela Universidade Federico Villarreal, Rosa Cuchillo de 1997. Nele, o escritor ancashino, Óscar Colchado, faz uma leitura tripla (começamos com as multiplicidades novamente) do problema do terrorismo no Perú na década dos 80. Fora de se inserir em uma corrente temática da violência, o romance foge do tópico e mostra as relações dos três mundos do pensamento andino (Ukhu Pacha, Kay Pacha e Janaq Pacha) cifrados nas terras dos mortos, dos vivos e dos deuses ou seres espirituais que só apresentam descontinuidades e não cortes radicais: a comunicação o diálogo é o princípio geral da obra.

O centro do problema não será Sendero Luminoso ou a luta entre eles e as forças estatais, e menos ainda, os pobres “índios” maltratados. O centro verdadeiro no romance é a leitura que faz o pensamento outro sobre estes acontecimentos e sua presença e sua influenza neles. Temos a viagem de Rosa Wanka depois de morta e a vida do outro mundo com costumes e práticas semelhantes as dos vivos como cuidar de animais ou fazer festas; além de ameaças, sensações e comunicação com o mundo dos vivos e dos seres espirituais. Temos a historia de Sendero Luminoso desde a mirada do filho de Rosa, Liborio Wanka e suas propostas de assimilação do marxismo as tradições nativas. Temos finalmente, a narração agônica de Mariano Ochante, baleado por terroristas por ser parte do pequeno exercito de resistência camponês avaliado pelo Estado. Estas três linhas são tecidas por Colchado.

A narração nega a linearidade do tempo e sua crítica nasce como repetição das intenções churatianas. O personagem Liborio dirá o seguinte sobre sua leitura política: “[U]na vez los naturales en el gobierno, rescataríamos también nuestras costumbres, nuestro idioma, nuestra religión. Volveríamos a adorar, sin miedo de los cristianos, a la Pachamama, a los jirkas, al dios Rayo y, quién sabe, si al dios Sol” (Rosa 123). Os naturais são aqueles que conhecem o perigo de desaparição dos costumes, idioma e práticas sagradas e a possível reativação dos mesmos.Por estes e outros comentários, Liborio será considerado socialista mágico: a palavra magia neste contexto, e às vezes na crítica mesma, tem uma carga subalternizadora.

O projeto estético-político tem fases e o seu pilar é a mudança das percepções do mundo. Ele em Rosa Cuchillo é mais que o Uno ou o binário como bem trabalha Churata em El pez de oro. Este fala do delírio da relação e o outro da dissolução da violência estatal e terrorista na terra, na Pachamama que permite a existência de qualquer ser. É importante dizer que o fator musical é forte nos dois textos porque neles tudo é contraponto, conjunção de perspectivas em um texto total, mas não totalizante ou totalitário. As obras deles respondem a uma intersecção de mundos e falas, de fluxos e conexões.

O questionamento do cânone é não um argumento por desarticular, senão uma manifestação conjuntiva que manifesta; como escreve Meritxell Marsal, seguindo a Antonio Cornejo Polar: la necesidad de un nuevo paradigma crítico para evaluar la producción literaria de América Latina que, si bien no anule como quiere Churata la tradición literaria europea, sí que sea capaz de articular con las formas autóctonas en sus diversas manifestaciones (Bárbaro 111). Uma crítica plural para uma textualidad plural. Sobre este assunto temos a pesquisa do alemão Marco Thomas Bosshard(9) que procura conseguir tal efeito crítico fusionando, basicamente, a teoria estruturalista Levi-straussiana com parte do esquizoanálise de Deleuze-Guattari. No entanto, juntar diferentes teorias num mesmo texto faz uma nova forma de fazer crítica? Não estamos seguros, mas o intento de Bosshard é muito importante. Nós consideramos que o novo paradigma crítico, neste sentido, deve responder a dois trabalhos: deixar que o texto literário teorize e torcer as teorias de matriz ocidental para que permitam falar ao texto artístico “difícil” para o cânone(10).

4. Artesãos cósmicos
Como poderíamos chamar a este conjunto de escritores que abarcam uma linha longa de tempo? Nossa proposta é o nome de artesãos cósmicos. Por um lado, artesãos porque estamos falando de escritores que subvertem as modalidades de compreensão epistêmicas ocidentais com ferramentas do pensamento ameríndio. Quer dizer que eles tecem linhas infinitas de forças nos seus textos até lograr uma consistência sempre problemática e coerente com a heterogeneidade dos seus materiais de trabalho.

Por outro lado, chamar cósmicos estes artesãos é reconhecer nos seus projetos estéticos uma ampliação das pertinências políticas que não só pertencem aos homens, mas a cada ser que participa da construção do cosmos. E quando falamos de seres do cosmos, falamos da multiplicidade de afecções que circundam o mundo e que configuram modalidades do pensamento: relações que em geral se estabelecem com os não humanos e que influenciam as diversas práticas culturais. Viveiros de Castro ou Bruno Latour são claros exemplos da prática não estética pensada por Churata e que ressoa nas suas palavras:

No será por literario um problema meramente estético; si se busca acentuar uma radical en la Literatura de América, tiene que comenzarse por acentuar menos que el paisaje la valoración antropológica. La verdadera capacidad estética de la América está en la sangre del indio y, por tanto, la forma de hacer estética americana es hacer de América un mundo indio; que será indio siempre, si la genésica de la cultura la suministra el habitante en cuanto naturaleza y fruto (El pez… 167).

Seria muito bom fazer uma exegese deste parágrafo churatiano, mas fica o convite para que vocês possam se deixar ler por suas palavras sempre exigentes e que são muito atuais para nossa prática crítica nesta parte do globo: valorar o homem, o que pensa e a criação desse pensamento que atua em nós, por sobre nos mesmos, e que deve ser fortalecido sem temor algum em relação tensa e intensa com o ocidente. Pode-se fazer estética americana, porque os americanos nunca têm deixado de sentir e nossa cultura é mais enfática que nós nesta questão: a possibilidade de América Latina é, desde o pensamento encarnado que Churata como Colchado escrevem, uma primeira afirmação do outros modos de vida possíveis.


Bibliografia

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1 Segundo Philippe Descola em Más allá de naturaleza y cultura (presente na bibliografia) existem quatro tipos básicos de ontologias no globo, mas adverte que seu esquema é geral e pode-se ter mais ontologias praticadas e ainda desconhecidas. Estas perspectivas do ser são naturalismo, animismo, totemismo e analogismo.
2 O costume analítico só é uma herança do idealismo platônico sobre as práticas reais e das quais o sofista e o poeta não ficavam ilesos. 
3 Ou imanente como tradição paralela e pouco aprofundada.
4 Termo tomado do livro Nunca fuimos modernos (presente na bibliografia) e que lê a realidade como uma multiplicidade de corpos que têm influencia que deve ser pensada em diversos tipos de relações: sociais, políticas, econômicas, culturais, etc.
5 Tema desenvolvido por Viveiros de Castro em o texto Metafísicas caníbales e A inconstância da alma selvagem presentes na bibliografia.
6 A reflexão deste tópico pode ser revisado no volume 4 de Mil platôs que fala sobre o devir.
7 Félix Guattari escreveu sobre a possibilidade de uma estética caosmológica em seu livro Caosmosis (presente na bibliografia).
8 Confrontar com “La batalla del espanto” em El pez de oro (pp.917-961) por exemplo.  
9 Presente na bibliografía.
10 O tema da dupla torção na leitura do mundo foi trabalhada por Claude Levi-Strauss nas Mitológicas. Duas boas reativações do tema se podem confrontar no artigo de Mario Barbosa sobre a fórmula canônica do mito e sobretudo o texto de Déborah Danowski e Eduarado Viveiros de Castro, titulado Há mundo por vir?, onde  tentam responder ao problema sobre o fim do mondo desde o aporte real e prático do pensamento ameríndio (ambos textos estão presentes na bibliografia).
 
 
©Cesar Lopez, 2015
 

Cesar Lopez (Callao - Perú, 1986). Licenciado en literatura por la UNMSM. Ha participado en recitales, coloquios y congresos nacionales e internacionales. Cursa maestría en la Universidade Federal de Minas Gerais y es becario CNPq.

 
 
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El Hablador 2003-2015 © Todos los derechos reservados | ISSN: 1729-1763
           
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